Rua Lopo Gonçalves, 554 | Porto Alegre (RS)
A iniciativa da Cooperativa Mãos Verdes, financiada pelo fundo RegeneraRS, utiliza triciclos elétricos para coleta de recicláveis porta a porta conectando famílias e catadores na gestão sustentável do resíduo. O projeto já está em operação na Farrapos, Restinga e Bom Jesus.
Já está em operação em três bairros de Porto Alegre uma campanha inovadora que propõe mudar a relação da população com o resíduo pós-consumo. Mais do que separar o lixo, a iniciativa Guardiões Urbanos convida a sociedade a enxergar a reciclagem como um pilar de infraestrutura urbana e de proteção contra desastres ambientais.
Inspirada em cinco atores fundamentais do ciclo do resíduo — as famílias, os trabalhadores de cooperativas, os catadores autônomos, os técnicos do projeto e os garis do DMLU —, a campanha eleva essas figuras ao papel de “super-heróis da vida real”. A proposta demonstra que a mudança sistêmica depende do engajamento diário de cada Guardião.
Como funciona a rota dos Guardiões Urbanos
A campanha aposta na proximidade com o cidadão e no uso de tecnologia limpa para otimizar a coleta seletiva:
1. Famílias e comerciantes das regiões atendidas cadastram-se gratuitamente junto à cooperativa local ou pelo Instagram @guardioesurbanos_.
2. As residências recebem materiais educativos para aprenderem a correta higienização e separação dos resíduos.
3. O recolhimento dos materiais recicláveis nas residências cadastradas é realizado de forma eficiente e sustentável por triciclos elétricos. Tudo com hora e dia combinados pelo Whatsapp.
4. Após a pesagem e triagem, as famílias recebem um retorno prático sobre a qualidade do material entregue (por exemplo, orientando a não misturar embalagens plásticas engorduradas com papelão ou PET). Esse acompanhamento semanal melhora a qualidade do resíduo, vai conscientizando as pessoas e otimiza o trabalho da cooperativa. Quando mais limpo, mais o lixo tem valor e aumenta a economia circular no território.
Inicialmente, as ações atenderão três territórios da capital gaúcha: Bom Jesus (onde já acontece o Recicla Bonja e os esforços serão somados), Farrapos e Restinga. O projeto atua em parceria com Unidades de Triagem (UTs) conveniadas ao DMLU e geridas por catadoras e catadores, transformando esses locais em Centros Locais de Referência em Gestão de Resíduos. São elas: Centro de Triagem Vila Pinto (CTVP, na Bom Jesus), Cooperativa de Trabalho dos Recicladores Ambiental Comunitário (Coadesc, na Farrapos) e Cooperativa dos Catadores de Porto Alegre (CCPA, na Restinga).
“Quando jogamos algo ‘fora’, na verdade esse ‘fora’ não existe. Separar o resíduo em casa não é apenas um ato de limpeza doméstica; é uma ação direta de infraestrutura urbana e cidadania”, aponta Alceu Nascimento, Diretor-Presidente da Mãos Verdes.
O resíduo e as emergências climáticas
O objetivo principal dos Guardiões Urbanos é gerar comunidades mais resilientes, sustentáveis e preparadas para os desafios da adaptação às mudanças climáticas.
O lixo é um desafio crítico antes, durante e depois de eventos severos. A destinação correta dos resíduos pós-consumo previne o bloqueio de calhas urbanas e bueiros, permitindo o escoamento rápido das águas de chuva e mitigando alagamentos.
Além disso, a reciclagem eficiente impede que mais material virgem seja extraído da natureza, explorando mais recursos naturais, para criar novas embalagens.
Parcerias e ampliação do projeto
A campanha Guardiões Urbanos é coordenada pela Cooperativa de Trabalho Mãos Verdes em parceria com o Cluster Ecoar/UFRGS.
O financiamento do projeto é realizado pelo RegeneraRS, fundo filantrópico-catalítico criado para impulsionar soluções inovadoras e regenerar o Rio Grande do Sul após as severas enchentes e catástrofes climáticas que atingiram o estado em maio de 2024.
Para expandir a rota dos triciclos elétricos e levar a campanha a novos bairros de Porto Alegre, a Cooperativa Mãos Verdes está em busca de mais parceiros e financiadores do setor público e privado.
A segunda etapa da campanha
Os três Centros Locais estão sendo preparados também pelo projeto para um outro desafio: o da limpeza solidária como ação emergencial. Quando acontecem os eventos climáticos extremos, o cenário exige uma referência na Gestão de Resíduos produzidos pelas enchentes. Os Centros estão passando por formações para que possam ser essa referência e prestar um serviço à comunidade no campo da limpeza solidária. Voluntários serão essenciais na segunda etapa.
Contatos
Atendimento à Imprensa: Danielle Dalbosco (51) 996148822
Redes Sociais: @guardioes.urbanos
Para falar sobre financiamento e apoio: Alceu Nascimento (51) 981469945, Diretor-Presidente da Mãos Verdes
QR CODE para as famílias se cadastrarem
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