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Com apoio da Mãos Verdes, as 16 cooperativas gaúchas que integram o Programa SER+ registraram um aumento médio de 91% nos ganhos do último ano
Em todos os setores da atividade econômica, a pandemia de Covid-19 trouxe algum tipo de impacto e, na maioria dos casos, ele foi extremamente negativo. No âmbito da cadeia produtiva da reciclagem, é possível falar em dois momentos vividos pelas cooperativas que trabalham com a coleta, a separação e a destinação correta dos resíduos sólidos: um primeiro, de março a junho de 2020, quando as unidades de triagem foram obrigadas a diminuir o ritmo de trabalho devido às medidas de isolamento social e à redução no volume coletado, e um segundo momento, de janeiro até agora, em que as cooperativas que adotam boas práticas de gestão têm recuperado as perdas do início da pandemia.
É este o caso das 16 cooperativas gaúchas que integram o Programa SER+, iniciativa implementada pela Braskem e gerenciada pela Mãos Verdes. Os dados de março de 2021 mostram que o ganho médio destas unidades cresceu 91% em relação ao mesmo período do ano passado, permitindo aumentar o faturamento das organizações e a renda dos trabalhadores. Este aumento representativo, segundo o diretor-presidente da Mãos Verdes, Alceu Nascimento, se deve, principalmente, a fatores relacionados a boas práticas de gestão e à alta dos preços dos materiais comercializados.
“Tudo passa pelo aprimoramento técnico das lideranças de cada cooperativa, cujo maior desafio está sendo ampliar a coleta de material e buscar o melhor preço no mercado comprador”
Alceu Terra Nascimento
Na condição de uma agência de cooperação técnica e financeira que elabora, gerencia e executa projetos voltados ao desenvolvimento do setor, a Mãos Verdes tem uma atuação determinante na profissionalização dessas Unidades de Triagem. Alceu explica que o principal objetivo do trabalho é estruturar as unidades de triagem para que elas caminhem “com as próprias pernas” no médio prazo. Isso ocorre não somente por meio da cooperação financeira, mas também a partir de ações voltadas à formação técnica dos cooperados. “Nosso trabalho é fomentar um dos elos mais importantes da cadeia de reciclagem, já que a maior parte da coleta, separação e destinação correta dos resíduos sólidos no Brasil é feita pelas cooperativas. Toda a sociedade acaba sendo impactada a partir disso”, destaca.
Na Coopertuca, renda dos cooperados aumentou 30%
Líder da Coopertuca, de Porto Alegre, uma das 16 cooperativas que integram o Programa SER+ no Rio Grande do Sul, Ângela Lemos destaca a importância da orientação e do treinamento da Mãos Verdes em meio aos desafios trazidos pela pandemia. “Ao longo dessa parceria com a Mãos Verdes, melhoramos muito todos os nossos processos internos aqui na cooperativa. Sem o apoio deles, a gente não teria alcançado resultados tão bons diante dessas dificuldades”, explica.
Com o incremento dos ganhos, os cooperados também tiveram um aumento na renda média. Segundo Ângela, em março de 2020, o salário médio era de R$ 1.400. Em março de 2021, mesmo com a intensificação das medidas de isolamento e do fechamento de algumas atividades econômicas, o valor chegou a R$ 1.800 – um aumento de quase 30% no salário dos trabalhadores da Coopertuca. “Esse aumento de R$ 400 pode até parecer pequeno, mas, no final do mês, faz toda a diferença para nós”, destaca. Localizada no Campo da Tuca, na Zona Leste de Porto Alegre, a cooperativa é fonte de renda e trabalho para 30 colaboradores atualmente.
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