Rua Lopo Gonçalves, 554 | Porto Alegre (RS)
Evento online reuniu representantes das cooperativas de reciclagem que integram o programa em quatro Regiões Metropolitanas do País
O Fórum de Líderes, espaço em que a Mãos Verdes traz assuntos para aprimorar as práticas das cooperativas de reciclagem que fazem parte do Programa SER+, abordou, em sua nona edição, que ocorreu na última quarta-feira (26 de maio), o tema “Boas Práticas na Relação das Cooperativas de Triagem com os Municípios – o caso de Alagoas”. Durante o evento, realizado de forma online, foram discutidas as parcerias das cooperativas com o poder público e como elas podem contribuir com as comunidades em que elas estão inseridas. Nesta edição, o encontro contou com as participações especiais da coordenadora de supervisão de cooperativas e recicláveis da Prefeitura de Maceió, Amélia Virgínia Lucena Oba, e da representante da Coopvila (Maceió) e do Movimento Nacional de Catadores, Ivanilda Gomes.
Na abertura do fórum, foi feita uma rápida pesquisa informal com os participantes para saber qual o nível de aproximação das cooperativas com os municípios, o que revelou que 80% das unidades têm convênio ou contrato financeiro com o governo local, 15% contam com algum tipo de apoio e 5% não mantém nenhum contato.
Conforme o diretor-presidente da Mãos Verdes, Alceu Nascimento, esses dados não refletem a realidade das cooperativas brasileiras que não estão inseridas em alguma iniciativa de cooperação técnica e financeira como é o caso do Programa SER+. “Nós estamos sempre tentando intermediar e auxiliar nessa aproximação, mas indicamos que as boas práticas nas cooperativas, como impostos em dia e visão empresarial no negócio, contribuem para que o vínculo seja cada vez mais forte”, destacou.
Mediadora do encontro, a assessora do Programa Ser+ em Alagoas, Rennisy Rodrigues Cruz, também falou sobre a importância de se buscar constantemente o diálogo com os agentes municipais. “Os governos precisam ver, cada vez mais, o quanto as cooperativas têm um papel fundamental para o meio ambiente e para a sociedade como um todo. A partir disso, conseguimos estreitar laços”, afirmou.
Representante da Coopvila e do Movimento Nacional de Catadores, Ivanilda Gomes enfatizou, em sua fala, que o objetivo das cooperativas precisa estar além de serem contratadas pelo governo municipal. “Sabemos que o objetivo é sempre de ser contratado pelo município, mas o desafio é maior do que isso. Precisamos estimular que os entes públicos tenham o fomento e o olhar social contínuo com a classe. Com esse pensamento, teremos condições melhores de trabalho e renda”, destacou.
Já a coordenadora de supervisão de cooperativas e recicláveis da Prefeitura de Maceió, Amélia Virgínia Lucena Oba, abordou pontos técnicos sobre o que é necessário para que ocorra a parceria do município com as cooperativas na cidade.
Compartilhe:
Facebook
Twitter
LinkedIn
WhatsApp
